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Fundador: José Augusto do Rocha Peixoto Rodrigues Tesoureiro: Cândido Borges Pacheco Alves Secretário: Manuel Bento Cerqueira (Sr. Parada) Tem Estatutos próprios, aprovados e escriturados em 07 de Março de 1979, no Cartório Notarial de Ponte da Barca. Direcção Técnica: António de Araújo Ensaiador na 1ª Direcção: José Augusto da Rocha Peixoto Rodrigues Ensaiador: António de Araújo Região Etnográfica: Alto Minho Usos a Costumes: Encontro de Concertinas, Tradicional Magusto, Jantar de Natal e o Cantar das Janeiras Representações Nacionais: de Norte a Sul do País, com destaque para:
Representações Internacionais: com destaque para:
O Rancho Folclórico e Etnográfico de Ponte da Barca foi fundado no ano de 1950 e é hoje um dos grandes embaixadores do folclore da Região do Alto Minho. A freguesia de Ponte da Barca situa‑se em pleno coração do Alto Minho. Deve o seu topónimo à “barca” que fazia a ligação entre as duas margens do Rio Lima, muitas vezes atravessadas por peregrinos a caminho de Santiago de Compostela, sendo a "ponte" construída em meados do séc. XV que lhe viria a dar o nome de S. João Baptista de Ponte da Barca, no ano de 1450. É uma terra rica, fidalga e de feição arejada. As Terras da Nóbrega viram nascer junto ao bucólico Lima os irmãos Bernardes, Diogo e Agostinho, poetas da paisagem, das fontes e da saudade. Ponte da Barca é também vila morena, talhada em granito e repleta de construções apalaçadas com capelas e muros fronteiros ameados e brasonados dos séc. XVI a XVII. Os Paços do Concelho, o Pelourinho, além do Abrigo Baptista, com risco de Villalobos. Acompanhando todo este espólio histórico‑monumental, em plena harmonia de linhas e cérceas, encontra‑se também uma vila nova, rumando ao ritmo do progresso, uma Ponte da Barca moderna e atractiva. Bebendo em toda essa riqueza histórica e cultural, o Rancho Folclórico e Etnográfico de Ponte da Barca foi criado para recolher e preservar a tradição popular, procurando difundi-la, tanto em Portugal como no estrangeiro. Oriundos das freguesias do concelho de Ponte da Barca onde ainda predominam os trabalhos agrícolas, os componentes do rancho constituem uma faixa etária bastante jovem. Alguns elementos utilizam trajes de trabalho procurando com isso recriar as tradições e costumes do concelho, munindo‑se também de vários utensílios como a dobadeira, a roca para fiar, o malho, o engaço e a foicinha, entre outros. A tocata é composta por instrumentos característicos da região em outros tempos, como a concertina, a viola da aldeia, o violão, os ferrinhos, os cavaquinhos e o reque‑reque. As danças são bem mexidas e alegres. A chula, a cana verde e o malhão são danças típicas do Alto Minho e fazem rodar as saias das raparigas que, todos os anos no dia 23 de Agosto, dançam até de manhã, no Largo da Urca, na já afamada Romaria de S. Bartolomeu. Dos diversos trajes utilizados pelos elementos femininos, são utilizados os de trabalho e os domingueiros. Os trajes de trabalho, usados nas lides do campo, são confeccionados como antigamente, com as suas saias em lã, tecida nos teares, peúgas em lã de ovelha, camisa de estopa também tecida em tear, colete de fazenda bordado a lã de cor, avental de lã, franjeiro na cabeça e socos abertos. Os trajes domingueiros ou de romaria, são pretos, vidrilhados, chinela preta rebicada na ponta, meia branca de algodão, ostentando na cabeça um lenço também de algodão. Os brincos à rainha e os cordões de ouro no pescoço dão o remate final. Detentor de um palmarés vasto e invejável, constantemente solicitado para festivais, o Rancho Folclórico e Etnográfico de Ponte da Barca tem conseguido corresponder a todas as expectativas criadas e assim espera manter‑se por muitos anos. |